sábado, 22 de Novembro de 2014

Snobismo raiano (e também rural, claro)


Churros e cacauzada antes de vir trabalhar
Com chocolate Paladim, que é o melhor do mundo para o chocolate quente

terça-feira, 11 de Novembro de 2014

3 anos!


Parabéns a você
Nesta data querida
Muitas felicidades
Muitos anos de vida
Hoje é dia de festa
Cantam as nossas almas
Para a Mercearia de Marvão
Uma salva de palmas!

quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Sobre as muitas visitas da ASAE

No tempo de contrabandista dos meus avós dizia-se que as denuncias anónimas para a Guarda Fiscal, partiam sempre de outro contrabandista. Enquanto caçavam um, o denunciante passava ao lado porque os Guardas estavam ocupados.
Esta tática fascista saloia ainda está em prática com diferentes interpretes.
A democracia permite-me dar a cara e o facebook é o meio que os chibos têm para transportarem esta minha mensagem.
Obrigado pela atenção, chibaria, mas a malta está em ordem, pode vir a PIDE.

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

O Pão de Castanha. Todas as sextas na Mercearia de Marvão


O pão e o pastel de castanha foram apresentados em Maio do ano passado se não estou em erro.
Desde aí, em feiras e eventos divulgaram-se estes produtos. Que levam o nome de Marvão
Que são boas ideias e bons produtos na sua essência.
E falam deste pão e deste pastel na Rádio que já me disseram os clientes.
Mas onde se podem comprar estes produtos? E com que periodicidade? E quem os produz?
Pois é, não sabem vocês e eu tive também que procurar, descobrir
Tive porque o interesse é meu, enquanto vendedora, de ter um produto que pode vender bem, que as pessoas procurem.
E já que é um lançamento concelhio, onde está a "imagem de marca"? Como se acede a ela? Em que suportes se encontra?
Faz sentido divulgar um produto em feiras e eventos quando o básico não está feito?

Responda quem quer que a mim não me apetece.
Quem não é parvo, não se deve fazer de parvo. Corre atrás!
E explico como fiz, que é muito simples:
Pedi  por email os logos do Pão e do Pastel ao GADE local.
O pastel, como é um produto fresco, encomendo a uma doceira que conheço e em quem confio bastante. Tenho tido em ocasiões especiais.
E porque esta doceira também gosta de fazer as coisas bem feitas, pediu-me a mim o logo do Pastel, para fazer autocolantes e assim compor as caixinhas onde os vende*. Pediu-me a mim, merceeira de Marvão, e não aos promotores desta iniciativa. E eu dei, de um dia para o outro, com todo o gosto do mundo.
Para o pão, contactei o meu padeiro, informei-me de quando ele produz e do preço.
E de forma muito "caseirinha", imprimi o logo para ter na minha porta. Para informar. quem passa, que aqui há pão de castanha às sextas feiras. E divulguei no meu facebook, já que lá passa muito boa gente virtualmente, e aceito encomendas.

E hoje sexta-feira, ainda não é hora de almoço, já vendi tudo o que tinha. Bom não é? Se eu não sou parva nenhuma, não vou estar à espera que outros façam o trabalho por mim.
Para que resulte, para que todos fiquem a ganhar: Quem produz, quem vende, quem procura e compra.
É uma fórmula simples, quando se começa pelo princípio, e não pelo fim...


* a este respeito, procurar no facebook as boleimas do Tachinho (https://www.facebook.com/boleimadotachinho)  para ficarem a conhecer um projecto bem feito!

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

A problemática do queijo fresco

Ontem a minha sogra mandou-nos um queijinho fresco. Grande e bom
Cá em casa todos gostamos.
Não sei de onde veio, confesso que não perguntei, é normal na aldeia existirem senhoras  que os fazem, com o leite dos animais que criam.

Mas ontem fiquei a pensar neste assunto.
Ainda recentemente abriu a primeira queijaria de Marvão. Que tem queijo fresco.
Que fez um investimento grande nas instalações, que licenciou tudo e mais alguma coisa, que passou controlos veterinários, que passa recibo, que transporta o produto em condições, enfim, que cumpre com tudo o que é legal.
E mais do que isso, criou emprego, emprego verdadeiro, numa terra onde ele falta.

E depois está o saber fazer, está o equilíbrio da economia familiar, está o aproveitamento dos recursos da terra. Está o conseguir vender naturalmente mais barato porque não há grande investimento. Do outro lado, como que em oposição (ou concorrência desleal)

Muitas vezes na gestão da Mercearia e pela minha procura constante dos produtos regionais me deparei com "produtores" informais, não legalizados. Dá pena não poder ter estes produtos à venda num comércio porque no fundo são estas pessoas que sabem fazer que mantêm vivas as tradições locais. Embora num mercado...paralelo...

Difícil de encontrar o equilíbrio aqui, confesso. Por um lado estou do lado daqueles que como eu se esforçam por cumprir, pois para quem tem uma porta aberta, os riscos são superiores aos benefícios em caso de fiscalização, seja a ASAE ou outra autoridade qualquer.
Mas descartar o produtor "caseiro" também dá pena, porque a evolução das coisas vai ditar, com certeza, o seu desaparecimento.

Penso para mim que como em tudo, bastava um pouco de equilíbrio, agregar e não excluir,
Acima de tudo, simplificar.
Para não existirem dois pesos e duas medidas, para o mesmo queijo.