sábado, 12 de Abril de 2014

Participar, trabalhar, ajudar

Ando a pensar nisto desde dia 10. Na facilidade com que apontamos os erros dos outros e ainda assim não nos disponibilizamos a fazer diferente, a tentar fazer melhor.
Ainda é a respeito da carta aberta ao Maestro Poppen sim, mas esta não é uma acusação aos signatários da mesma, apenas, é uma mea culpa, de quem também partilha imensa campanha no facebook, critica aqui e ali os políticos e as instituições mas faz pouco.
Eu faço pouco. Eu podia fazer mais.

Continuo a discordar com cada frase da carta aberta, uma carta em que se usa pelo menos 6 vezes a palavra ofensa, não pode ser considerada uma carta simpática . Esta carta é dirigida a pessoas que voluntariamente e gratuitamente estão a preparar o Festival de Música de Marvão, o que ainda torna essa agressividade mais grave (na minha opinião)
Falei com o Maestro Poppen, que me escreveu e também com o Pete Thomas, autor do cartaz, e tirei as minhas conclusões sobre o assunto. Mas adiante, o que eu quero dizer é que apesar dessa carta aberta não ter uma única palavra positiva ou de incentivo pode na verdade constituir um motivo de melhoria, de ajuda a ultrapassar as dificuldades e a encontrar novas e mais eficazes formas de comunicarmos todos.
É um motivo para todos ajudarmos na realização do Festival de Música de Marvão. Assim, tornar-se-á numa coisa boa, se todos quisermos.

E por isso decidi escrever este post. Para dizer que eu tenho desculpas para não ajudar. Tenho dois negócios próprios, uma casa cheia para cuidar, tenho três filhos pequenos, dois deles bebés e um deles com uma saúde frágil. Estas são as minhas desculpas. Todos temos desculpas.Mas não as vou usar.
Em vez disso, vou tornar-me bronze sponsor através da Inn Marvão dando 150 euros para a organização. Vou dar 50 euros pessoalmente.
Vou oferecer um quarto para acomodar um músico durante os três dias do festival
Vou divulgar o festival através da página da Mercearia que já tem mais de 6000 likes. Vou, se for possível, tentar vender bilhetes aos meus clientes e amigos. E vou lá estar, emocionada e grata, naquelas noites de Verão.
Podia ser mais, pode sempre ser mais, mas é o meu começo.

E agora vem o desafio.
Sei que a Joana Gomes tem participado activamente na parte burocrática e contabilistica do Festival, sei que ela faz o melhor que sabe e pode porque ela é a melhor contabilista do mundo (é a minha, eh eh eh).
Sei que a Felicidade Tavares tem participado activamente com o seu imenso now how e experiência na organização de eventos culturais e através dos recursos do Município e concretamente do Posto de Turismo.
Sei do trabalho incansável e meritório do Pete Thomas (QUE NÃO PODEMOS PERDER) e da colaboração do Tiago Pereira, do João Aleixo, do Pedro Barros, do Humberto Ramos.
Não sei de mais, perdoem se me estou a esquecer de algúem. Não é por mal.

Mas pode haver mais, tem que haver mais, para que resulte, para que aconteça.
Então faço o desafio. Ao Nuno Frade, ao Sérgio Batista, à Tânia Gaio, ao Nuno Machado, à Isabel Bucho, À Paula Cristina Costa, ao Márcio Leiria que comentaram o assunto no facebook.
O que vai ser o vosso contributo? Vamos lá!

Então faço o desafio. À Luísa Assis, ao Miguel Teotónio Pereira, à Vera Assis Fernandes, ao Fernando Gomes e ao Kim Zé. Pessoas que respeito apesar das nossas diferenças. Sei o que valem e o que podem fazer. Que assinaram a carta e a defenderam e divulgaram. Não conheço mais pessoas, lamento, mas este desafio também é para elas. O que é já estão a fazer pelo Festival? O que é que podem fazer mais? Vamos lá!

Na passada quarta feira,quando conversei com o Maestro ele disse-me:
"Please help me to keep up the positive and optimistic view which we need to reach our goal!"
É isto que eu estou a tentar fazer, é este o desafio que estou a lançar, aos marvanenses e aos não marvanenses. A todos, apesar das diferenças. Com sinceridade e verdade. É isto.
Vamos lá! 

UPDATES DOS ESFORÇOS JÁ REUNIDOS!

Mercearia/Estalagem de Marvão - ver texto acima
Restaurante Serrinha - Refeição para dois músicos do festival, durante esse fds
Restaurante do Hotel El Rei D. Manuel - Refeição para dois músicos do festival, durante esse fds
Quinta do Maral - Divulgação, oferta de transporte para logística
Joaquim Silva - contactou particularmente a organização oferecendo a sua ajuda 
Sever Empreendimentos Turísticos - Uma estadia de uma noite para 2 pax, 2 refeições no Restaurante Sever, 2 refeições no Restaurante Churrasqueira do Sever 
Restaurante O Tachinho - tabuleiro de boleimas para os coffee break de um dos dias do festival, 4 refeições no Restaurante o Tachinho
Trainspot GuestHouse - quarto duplo com casa de banho partilhada para duas noites com pequeno almoço incluido

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Best sellers da época


 As melhores amêndoas do Mundo!
Amêndoa Regional de Portalegre!
Vendemos em saquinhos de 250 gr, aqui na Mercearia de Marvão. Podemos enviar por correio  (mercearia@innmarvao.com)

De açucar e chocolate!



Recebemos encomendas de Bolos Fintos, Ninhos de Páscoa, Lagartos e Coelhos.
Tudo para uma Páscoa docinha e tradicional.
Chegam fresquinhos à Mercearia na próxima quinta feira dia 17.

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

Por vezes o melhor comentário é não comentar...

Mas eu,  assumida portuguesinha labrega que não usa regularmente citações de poetas e escritores para enriquecer a minha prosa, antes escreve como sabe e aprendeu, tenho um sangue que ferve e uma cabecinha que pensa e causa-me cá espécie que numa comunidade tão pequena como a nossa, uma comunidade em que todos nos conhecemos, sejam necessárias cartas para comunicarmos.
Mas se de cartas abertas falamos então vá vai a minha epístola, que eu não gosto de ficar para trás.

Na podridão cultural em que está Marvão, terra em que não há biblioteca, não há teatro, não há cinema, não há ballet, não há jornais e só muito de quando em vez há um concerto digno desse nome, o maestro Poppen chegou e sonhou um festival. Um festival de música clássica, com a orquestra da Gulbenkian imagine-se, para tocar no verão no recinto do Castelo.
Um sonho. Um sonho lindo.

O que o maestro não contou foi com os portugueses.
Os portugueses que acham que têm que ser consultados para que alguma coisa de realize
Os portugueses que acham que o inglês não serve como língua universal
Os portugueses que se ofendem. Muito!
E que acham que a melhor maneira de defender as pedras é atira-las aos outros!

Somos tão pequenos, tão minúsculos no pensar...
Não merecemos Maestros com festivais de música clássica. Porque só nos concentramos nos conflitos, nas guerrinhas de quintal, na língua em que está o cartaz e em ofensas autoinfligidas.
E não nos sonhos lindos que outros ousam partilhar connosco

Respeitosamente,
Marvão, 10 de Abril de 2014


Catarina Machado 
(orgulhosamente bronze sponsor do Festival Internacional de Música de Marvão através do seu micro negócio) 

Outras opiniões: http://pedradasnocharco.blogspot.pt/2014/04/cantas-bem-mas-nao-me-alegras.html

quinta-feira, 27 de Março de 2014

Manuel Escarameia

Esta semana morreu o sr. Manuel Escarameia. Travou uma luta super corajosa contra um cancro que acabou por derrota-lo.
O Sr. Escarameia foi da PSP, depois contínuo na escola da Portagem e era um grande artesão. Foi ele que fez as canastras onde hoje cá em casa se guarda a lenha.
Para além disso era uma pessoa simples e simpática, característica que o filho João José herdou.
No Outono deste ano, o Sr, Manuel Escarameia esteve em tratamento de radioterapia no Hospital do Espírito Santo, em Évora. O mesmo hospital onde nasceu, e esteve internado, o nosso micro merceeiro, Manuel.
Os tratamentos diários do Sr. Manuel Escarameia exigiram viagens desde a Portagem até Évora e vice-versa com os Bombeiros de Marvão e a companhia constante da nora Cristina.
O tratamento do Sr. Manuel Escarameia permitiu-me a mim, apanhar "boleia" diária com os Bombeiros de Marvão para estar com o meu filho

É bem verdade que em alturas complicadas por vezes a vida dá-nos presentes surpreendentes. A amizade e carinho da Cristina pelo meu bebé são um desses presentes. Até hoje, a Cristina manda-me mensagens a perguntar sobre o nosso guerreirinho. Até hoje ela se lembra de nós, apesar de ainda não ter conhecido o nosso Manuel.

E é com uma sentida emoção que eu penso para comigo, como é a vida. No Outono deste ano que passou, no caminho entre a Portagem e Évora, um Manuel  ia lentamente desistindo de viver, enquanto outro Manuel lutava por começar o seu percurso.

Ao João José e à querida Cristina, os meus sentimentos.
Quando passarem na Portagem, visitem o restaurante J.J. Videira. Não só porque os donos são das melhores pessoas que eu conheço, mas também porque se comem lá umas lulinhas que são uma maravilha.

segunda-feira, 17 de Março de 2014

Vizinhança

Hoje esteve cá na Mercearia o Sr. João, é meu cliente desde o início. Mora na encosta e estivemos a conversar sobre os roubos nas quintas. O território está cada vez mais desertificado e os roubos acontecem com cada vez mais frequência...porque já não vão havendo vizinhos que olhem pelas coisas. Quando ele saiu vi esta imagem e lembrei-me dele. Mais houvesse gente por cá que usasse estes instrumentos de trabalho e de musculação 


foto retirada da página MyTopFM (facebook)