sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

O Pão de Castanha. Todas as sextas na Mercearia de Marvão


O pão e o pastel de castanha foram apresentados em Maio do ano passado se não estou em erro.
Desde aí, em feiras e eventos divulgaram-se estes produtos. Que levam o nome de Marvão
Que são boas ideias e bons produtos na sua essência.
E falam deste pão e deste pastel na Rádio que já me disseram os clientes.
Mas onde se podem comprar estes produtos? E com que periodicidade? E quem os produz?
Pois é, não sabem vocês e eu tive também que procurar, descobrir
Tive porque o interesse é meu, enquanto vendedora, de ter um produto que pode vender bem, que as pessoas procurem.
E já que é um lançamento concelhio, onde está a "imagem de marca"? Como se acede a ela? Em que suportes se encontra?
Faz sentido divulgar um produto em feiras e eventos quando o básico não está feito?

Responda quem quer que a mim não me apetece.
Quem não é parvo, não se deve fazer de parvo. Corre atrás!
E explico como fiz, que é muito simples:
Pedi  por email os logos do Pão e do Pastel ao GADE local.
O pastel, como é um produto fresco, encomendo a uma doceira que conheço e em quem confio bastante. Tenho tido em ocasiões especiais.
E porque esta doceira também gosta de fazer as coisas bem feitas, pediu-me a mim o logo do Pastel, para fazer autocolantes e assim compor as caixinhas onde os vende*. Pediu-me a mim, merceeira de Marvão, e não aos promotores desta iniciativa. E eu dei, de um dia para o outro, com todo o gosto do mundo.
Para o pão, contactei o meu padeiro, informei-me de quando ele produz e do preço.
E de forma muito "caseirinha", imprimi o logo para ter na minha porta. Para informar. quem passa, que aqui há pão de castanha às sextas feiras. E divulguei no meu facebook, já que lá passa muito boa gente virtualmente, e aceito encomendas.

E hoje sexta-feira, ainda não é hora de almoço, já vendi tudo o que tinha. Bom não é? Se eu não sou parva nenhuma, não vou estar à espera que outros façam o trabalho por mim.
Para que resulte, para que todos fiquem a ganhar: Quem produz, quem vende, quem procura e compra.
É uma fórmula simples, quando se começa pelo princípio, e não pelo fim...


* a este respeito, procurar no facebook as boleimas do Tachinho (https://www.facebook.com/boleimadotachinho)  para ficarem a conhecer um projecto bem feito!

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

A problemática do queijo fresco

Ontem a minha sogra mandou-nos um queijinho fresco. Grande e bom
Cá em casa todos gostamos.
Não sei de onde veio, confesso que não perguntei, é normal na aldeia existirem senhoras  que os fazem, com o leite dos animais que criam.

Mas ontem fiquei a pensar neste assunto.
Ainda recentemente abriu a primeira queijaria de Marvão. Que tem queijo fresco.
Que fez um investimento grande nas instalações, que licenciou tudo e mais alguma coisa, que passou controlos veterinários, que passa recibo, que transporta o produto em condições, enfim, que cumpre com tudo o que é legal.
E mais do que isso, criou emprego, emprego verdadeiro, numa terra onde ele falta.

E depois está o saber fazer, está o equilíbrio da economia familiar, está o aproveitamento dos recursos da terra. Está o conseguir vender naturalmente mais barato porque não há grande investimento. Do outro lado, como que em oposição (ou concorrência desleal)

Muitas vezes na gestão da Mercearia e pela minha procura constante dos produtos regionais me deparei com "produtores" informais, não legalizados. Dá pena não poder ter estes produtos à venda num comércio porque no fundo são estas pessoas que sabem fazer que mantêm vivas as tradições locais. Embora num mercado...paralelo...

Difícil de encontrar o equilíbrio aqui, confesso. Por um lado estou do lado daqueles que como eu se esforçam por cumprir, pois para quem tem uma porta aberta, os riscos são superiores aos benefícios em caso de fiscalização, seja a ASAE ou outra autoridade qualquer.
Mas descartar o produtor "caseiro" também dá pena, porque a evolução das coisas vai ditar, com certeza, o seu desaparecimento.

Penso para mim que como em tudo, bastava um pouco de equilíbrio, agregar e não excluir,
Acima de tudo, simplificar.
Para não existirem dois pesos e duas medidas, para o mesmo queijo.

terça-feira, 16 de Setembro de 2014

E desde aí, assim se tem feito...

"No tempo em que os reis mandavam, numa noite escura, à entrada de Dezembro, o rei veio à varanda do seu iluminado palácio e reparou que a cidade estava escura como breu.
Chamou o seu primeiro-ministro e ordenou-lhe:
- Antes do Natal quero ver a cidade toda iluminada. Toma lá 500 cruzados e trata já de resolver o problema.
O primeiro-ministro chamou o presidente da câmara e ordenou-lhe:
- O nosso rei quer a cidade toda iluminada ainda antes do Natal. Toma lá 250 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
O presidente da câmara chama o chefe da polícia e diz-lhe:
- O nosso rei ordenou que puséssemos a cidade toda iluminada para o Natal.
Toma lá 100 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
O chefe da polícia emite um edital a dizer:
“Por ordem do rei em todas as ruas e em todas as casas deve imediatamente ser colocada iluminação de Natal. Quem não cumprir esta ordem será enforcado”.
Uns dias depois o rei veio à varanda e, ao ver a cidade profusamente iluminada, exclamou:
- Que lindo! Abençoado dinheiro que gastei. Valeu a pena."

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Cenas da vida no campo

O único dia do mês em que uma pessoa tem que ser um pouco mais paciente se decidir ir aos correios ou ao banco:
- O dia em que os velhotes recebem as pensões...

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

O pesar do trigo. Marvão - Nª. Srª. da Estrela.

Conversa de mercearia dá para tanta coisa, a conversa vai daqui para ali num instante, ao sabor dos comentários a determinado produto, ao sabor dos comentários sobre a vila e as suas gentes.
Dizia uma cliente que queria pesar a filha na minha balança antiga, punha de um lado a cachopa e do outro os pesos. A miúda, muito assustada abriu os olhos!
Respondi-lhe eu que esta não dava, mas que se queria cumprir promessa à Sra da Estrela ainda lá tinha no convento a balança...
Que história é esta, cá vai ela:

Pela Senhora da Estrela, padroeira de Marvão, muitos fieis prometiam à santa (neste caso a reverter para a Santa Casa), o peso dos filhos/netos em cereais
Chamava-se o pesar do trigo!


A balança ainda lá está no Convento, e a exposição pode ser visitada, na Igreja.

Foto surripiada ao álbum do Dr. Jorge Oliveira na sua digníssima página de facebook