terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ai Alentejo, Alentejo

Tanta coisa em comum: a falta de ligação à Internet de qualidade, a falta de rede de telemóvel, a falta de transportes públicos, o reduzido número de crianças em idade escolar...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Acknowledgments

A Mercearia estaria aberta há pouco tempo. Tenho ideia que sim
E por isso esta história começa há três anos atrás.
Veio ter aqui comigo.
Apresentou-se, disse que era investigadora, norte-americana, que estava a preparar uma tese sobre os conflitos na fronteira Hispano-Portuguesa. Que queria consultar os arquivos de Marvão, mas que ninguém a conseguia ajudar
(curioso, não é, mandarem os investigadores vir ter comigo à Mercearia)
Disse-lhe que tinha pena, mas que já não estava a realizar esse trabalho. Disse até, que me custava essa proximidade paredes meias, com o serviço que ajudei a montar e que me foi retirado.
Ficámos a conversar, contou-me a história dela, contei-lhe a minha.
E acabei por ir lá, pegar no inventário, ajuda-la, orientar o tipo de documentos que lhe poderiam ser úteis.
Trocámos contactos e nesse verão seguinte ainda voltou, com a família, para confirmar uma ou outra referência, para passear.
Ontem chegou no correio um pacote para mim. Pesado. Quando abri não reconheci.
Era o livro dela. O resultado da sua investigação. Fronteirs of Possession,
Da Professora Tamar Herzog que é "SÓ", professora na Universidade de Harvard...
Mandei-lhe um email. Agradeci-lhe o gesto.
Respondeu-me, "Catarina, o gesto foi seu"

Há momento que, não alterando a realidade das coisas, muito consolam...





ta há pouco tempo. Tenho essa ideia

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

"Cowspiracy: The Sustainability Secret (2015)"

Tarde de pouco negócio na loja (ai Inverno que és tão duro), inventário acabado e tempo para ver "Cowspiracy: The Sustainability Secret (2015)"
E agora Catarina? Consegues viver com estas informações e nada fazeres?
Como em muitas outras coisas na vida a minha opinião é que tem que haver equilíbrio. No que comemos também.
 Para além de que eu tenho um negócio onde vendo leite, onde vendo enchidos e mais do que isso, gosto e consumo esses produtos.
Mas, não mudar nada na forma como nós lidamos actualmente com o meio ambiente parece-me também um erro de consequências devastadoras para humanidade, a vida no planeta e as gerações futuras.
Então como encontrar o equilíbrio aqui? Como?
Small steps. Pequenas mudanças. E eu que não tinha resoluções de ano novo, agora ganhei umas poucas...

Subscrevo

Ainda há quem pense e não tenha medo nesta terra
Ainda há, por vezes não parece, mas ainda há
(e ainda bem)

Morre muita gente na minha terra