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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Sovina on demand

Entrou na loja com a namorada
Ficou a observar as Sovinas e depois disse-me:
- Não tem frescas?
- Não tenho
- Gostava mesmo de experimentar...
- Então mas ainda vai para cima? Visitar o Castelo?
- Sim, vou
- Então há solução, eu meto-lhe uma na arca, quando voltar já está de certeza fresca
E assim foi. O freguês ficou contente, soube-lhe bem 

domingo, 14 de julho de 2013

Repartir

Entrou uma família de quatro. Pais e duas filhas pequenas.
Eram brasileiros e os brasileiros são quase sempre simpáticos e conversadores. Confirmei isso mesmo.
O pai comprou uma boleima de castanha com uma moeda de um euro. Quando ia entregar o troco de 10 cêntimos a filha mais velha estendeu a mão e entreguei-lhe a moeda.
A filha mais pequena ficou triste. Pedi:
- Dás-me a moeda de volta?
Ela deu.
Abri a caixa e tirei duas moedas de 5 cêntimos que entreguei a cada uma delas.
Ficaram contentes.
O pai disse:
- Também é mãe. E de dois filhos.
- Dois a caminho dos três.
Com pouco nos entendemos e conhecemos.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Quando nasce um menino, é sempre Natal


Nasceu na semana passada.
Há sete anos que não nascia um bebé em Marvão (vila)...
Que a chegada da Sofia seja um sinal de esperança e renovação.
A Mercearia não podia deixar de oferecer uma prendinha, como que a dizer: Bem-vinda sejas!

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Os clientes da Mercearia de Marvão são os melhores do mundo!

 

Pequeno almoço especial de domingo... panquecas com doces da Mercearia de Marvão! Doce de castanha e doce de maçã bravo de esmolfe... divinais!!!

(FOTO: INÊS ABREU)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O casalinho japonês



Passaram por cá na segunda feira.
Um casalinho de japoneses apaixonados. Novinhos, entraram de mão dada.
Tudo amiudaram, os japoneses são assim. Foram conversado e exclamando muitos "ahhhhhhh" e "ohhhhh"
Às tantas tomaram a decisão, escolheram uma garrafa de vinho tinto e colocaram-na em cima do balcão.

(temos piquenique romântico aí para algum cantinho, pensei eu)

Depois entraram na parte da Mercearia corrente e o rapazinho veio perguntar-me:

- Do you have cat food?
- I do (disse-lhe eu)
E fui mostrar-lha.

- "A portuguese brand of cat food" especificou.

Escolheu um paté de gato.
E eu pensei cá para comigo, será que não queria paté de sardinha, ou paté de atum? E disse-lhe:

- This is cat food, the food that the cats eat.
- Yes, disse ele com um sorriso.

E foram as compras. Uma garrafa de vinho e uma latinha de paté de gato.
Bichano eles não traziam, que depois até fui verificar à porta enquanto eles subiam a rua do Castelo.
Eh pá....
Será que queriam levar uma latinha para oferecer ao gatinho que deixaram lá no Japão? ou....
Eh pá....
Eu realmente dos hábitos alimentares dos japoneses só conheço o sushi....
Eh pá....

(imagem retirada da net)

sábado, 13 de abril de 2013

Burricada parlamentar

 
Tenho à minha porta uns cavalinhos(ou burros, é como preferirem) feitos e pau e meia que são adoráveis. Todas as crianças que passam os adoram.
Estava com o sr. Andrade em conversa a ver se conseguíamos chegar ao nome colectivo para cavalos ou burros.
Um casal circulava pela loja e quando iam a sair diz o senhor:
 
- Sabem como se chama a um conjunto de burros?
PARLAMENTO
....
 
(muito muito bom! que fique parlamento então...ou cavalgada, ou burricada, ou manada...)

sábado, 6 de abril de 2013

Frigorífico natural


A Dona Angélica nasceu em Marvão.
Fez a primária na escola que esteve instalada ali para os lados do Calvário, na subida.
A mãe trabalhava na Santa Casa e ela ia muito para lá, e por isso aparece numa foto linda com as meninas da Santa Casa,  que eu usei como capa de caderno da Mercearia.
A Dona Angélica conhece toda a gente em Marvão, conhece muito sobre esta terra. E eu gosto quando ela me conta coisas porque aprendo muito.

No outro dia estávamos a falar da chatice que foi para mim ter uma nascente de água aqui na Mercearia. Ela diz que sim, que é verdade, as casas da rua do Espírito Santo, por estarem encostadas à rocha, em anos de muita chuva aparece a água nos rés-do-chão.
Há muitas casas em Marvão em que isso acontece.
Há que encaminhar a água para a rua, não há nada a fazer, a natureza manda e nós temos que respeitá-la, é mais forte do que nós.

Por causa deste facto contou-me uma coisa curiosa. O rés do chão das casas de Marvão serviam antigamente para guardar o animal, o burro, o meio de transporte. Para quem o tinha, claro.
Isto eu já sabia, é a chamada loja do piso térreo.
A Mercearia de Marvão está instalada numa "loja" de píso térreo.

O que ela me contou é que pelas nascentes de água e por estarem os rés do chão muitas vezes com rocha aflorada, também serviram deste sempre como "frigoríficos" quando estes não existiam.
É natural, são as divisões mais frescas, portanto onde os alimentos melhor se conservavam.
As coisas são simples, naturais, quando pensamos melhor nelas.

Tal como natural é a minha constipação. Eu passo horas dentro de um frigorífico natural...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Este Sr. Graça desarma-me....

- Quero levar um quilo de arroz. Do carolino
- Quer do Cigala ou do Amanhecer?
- Não quero do agulha, quero do outro
- Sim, mas cigala ou amanhecer?
- É do carolino
....

Dois minutos depois:
- Quero levar um garrafão de azeite dos pequenos
- Virgem ou Extra virgem?
... - É o da coopor
- Sim senhora, mas virgem ou extra virgem?
- É aquele pequeno!
...


(nota: O Sr. Graça é dos meus melhores clientes, tenho-lhe muita estima, tal como à Dona Isabel. Mesmo quando me torturam assim, gosto muito deles, por isso é que escrevi Se não fossem estes pequenos nadas, o dia a dia não tinha piada nenhuma...)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A visita do Maestro



A Alexandra e o Zé Manel já me tinham falado muito nele e na família. Chamam-lhe o Mister.
Tenho certeza que já tinha estado aqui na Mercearia, mas ontem o facto de se ter cruzado aqui com o Jorge, ao ouvi-los conversar permitiu-me fazer então a ligação definitiva entre o nome (Christoph Poppen) e a cara.
Um germânico a sério no porte, um inglês perfeito na fala e uma simpatia bem portuguesa
Um maestro.
Um maestro que se apaixonou por Marvão, que aqui tem casa, que aqui traz os filhos e os amigos.
E quando digo Maestro é de uma orquestra de nome mundial, com dezenas de músicos, com tournées pelo mundo inteiro.
Como não ficar de boca aberta!
Que privilégio, meu deus, para esta terra, receber alguém assim.

E disse-lhe:
Please bring your orchestra up here, please do!
Can you imagine? In the castle, a concert on a summer night.
It would be magical
Please do, we do not have nothing here!*

E ele abriu o sorriso. Disse que sim, que é esse o plano, que quer um Festival, que já procurou no castelo a localização ideal, que se está a esforçar por encontrar os meios necessários.

- Please dream it. If you dream it long enough...
-It will happen - respondeu ele

Deixo-vos com Tchaikovsky, Deixo-vos com o Maestro.
Para que sonhem também!


* E quando digo nada falo a sério, basta dizer que um dos objectivos culturais do Sr. Vereador do pelouro em Marvão, no ano passado, foi trazer numa das festas um programa de televisão carregadinho de cantores pimba...não conseguiu, vá lá

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O Sr. Silvestre, padeiro de Marvão




O Sr. Silvestre foi das primeiras pessoas que eu conheci em Marvão. Cruzavamo-nos todos os dias na Travessa da Cadeia, ele ia para a Padaria, e eu para a Câmara Velha.
Seguia já a custo, com o cãozinho ao lado (um cãozinho rodas baixas com ...muito pêlo em volta do pescoço, parecia um leãozinho) e sempre com um sorriso na cara.
Era uma simpatia, e contava histórias como ninguém, dos tempos da Guerra de Espanha e do muito movimento da sua Padaria.
Hoje, ao descer a travessa da da Cadeia, carregada com a saca de pão para a festa de final de ano, no último dia de funcionamento da sua padaria, lembrei-me dele.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Catarina Eufémia por terras de Merkel

Ai o que esta imagem me fez lembrar o anão de jardim de um dos meus filmes preferidos de sempre: Amélie Poulain

A surpresa partiu do mano do João Aleixo. O João é merceeiro de Marvão às quartas feiras, e o mano dele engraçou com a minha catita, a Catarina Eufémia.
Levou-a para o frio, para a Alemanha distante, e ao que parece a catitinha gostou da nova morada.

Surpresa boa esta. Obrigada aos manos Aleixo!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pingo Mel

Ele é um homem alto e muito forte, algo rude no trato, mas tem muito bom fundo. Por vezes, mesmo sem conhecermos bem as pessoas, sentimos que atrás de uma voz grossa há um bom coração. É o caso, penso eu.
É meu cliente e mora aqui na rua, o Sr. João Valjam (chamam-lhe assim...)
Quando vem aqui à Mercearia acha sempre tudo muito caro, mas perde-se pelos enchidos que aqui tenho, que leva para o petisco.
 
 
Na semana passada trazia num balde cachos de uva e figos pingo mel, que colheu na sua propriedade.
E ofereceu-me, a mim, que me perco por figos. Pequenos e docinhos, mesmo no ponto.
Figos pingo mel. Que nome bonito, não é?

Quanto é que isto não vale? Vale ouro, afirmo com todas as letras. Adoçar a vida dos vizinhos é algo maravilhoso, e tão fácil, nas terras pequenas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quase uma centena


Tinha esta foto guardada há mais de um mês. O Sr Vitorino esteve na Mercearia em meados de Agosto, num dia de muito calor.
Veio com o Sr. Graça, meu cliente habitual e pediu uma mini fresquinha.
O Sr Vitorino é da Beirã mas agora vive no Co...
nvento da Sra da Estrela, na Santa Casa da Misericórdia.
O Sr Vitorino faz 100 anos em Novembro próximo e foi tão simpático que lhe pedi uma fotografia.
Que mantenha sempre o mesmo espírito ainda por mais uns anos, é o que eu desejo!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O João Paulo e o 25 de Abril em Marvão


O João Paulo foi à cerimónia do hastear da bandeira com a avó, a mãe e a irmã. Na vinda para baixo a avó parou na Mercearia para comprar o jornal e o João Paulo ofereceu-me um cravo vermelho.
Este menino de Marvão, de 12 anos, não viveu o 25 de Abril de 1974 (nem eu) e pouco entenderá ainda o seu significado.
Mas trouxe na mão a esperança, que me ofereceu.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Esgamachas

Arrumando as compras no saco, dizem um para o outro:

- Oh homem, olha que me estás a esgamachar isso
- Ora, isso também é para esgamachar na barriga...

(perguntei depois, esgamachar é esborrachar, à moda de Montalvão-Nisa)

E assim aprendi uma palavra nova, logo de manhãzinha

quarta-feira, 28 de março de 2012

A Mercearia não é só minha, é vossa também


De vez em quando sou surpreendida com a generosidade das pessoas.
É que a generosidade manifesta-se de várias formas. É a visita de amigos que não via há imenso tempo, são donos de lojas inspiradoras que fazem um desvio na rota alentejana para me conhecer ou me sugerem novos produtos, é também a oferta de objectos que vão enriquecendo a minha galeria.
Crescem assim as histórias para contar. Os dias ganham mais sentido. A mercearia cresce, e cresce também a sensação que este projecto não é só meu.
É de todos que o ajudaram a nascer.
É de todos que o visitam, que aqui fazem compras.
É vosso, tanto quanto meu.
OBRIGADA!

sábado, 17 de março de 2012

O Pirulito (e tem berlinde!)



Ontem o veterinário (Dr. Caldeira Martins) entrou na Mercearia e disse:

- O prometido é de vidro.

E era.

Deixou no balcão uma garrafa de pirolito

sexta-feira, 16 de março de 2012

Visitas


A Elsa Galvão, para além de ser uma simpatia, é uma artesã de mão cheia, que faz andorinhas, peixinhos e folhas em feltro, para pregadeiras e imans.
No horário apertado das gravações da novela que está a ser filmada em Castelo de Vide, arranjou um tempinho para uma visita à Mercearia. Eu pedi uma foto, claro está!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ir e voltar

Desde que abriu a Mercearia, houve três ou quatro meios-dias em que me tive que ausentar. Nessas alturas, a Marta fez o favor de tomar conta da loja. É fácil confiar na Marta e sair segura que tudo correrá bem.Como tantos outros jovens de Marvão, chegou a altura da Marta sair desta terra para poder estudar, preparar-se para lutar por um emprego.Desejando-lhe o melhor do mundo, penso cá para comigo: só espero que, quando chegar a altura, a Marta tenha oportunidade de voltar para Marvão, se assim o desejar...