sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Cenas da vida no campo

Acabo de comprar uma rifa à vizinha Ilda a reverter para a Comissão de Festas da Escusa.
Prémios a sortear:

1º Um borrego
2ª Uma rebarbadora

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Pode não ser remédio, mas que faz bem num dia de muito calor, faz

Ouço uma conversa na rua:
- Vou aqui à farmácia
- Mas aí não é a farmácia
- Ora, é como se fosse

(entra o F. na Mercearia)
- Quero uma média bem fresquinha, se faz favor

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Aproveita o momento


Um grupinho de escuteiros entrou:
- Vimos distribuir a esperança 
E ofereceram-me uma flor bem lindinha que dizia: Aproveita o momento!
Tão queridos...

Fama de corajosos

Eram sul africanos. Não é muito comum ver turistas sul africanos por aqui. Estiveram na Mercearia a fazer umas compras.
Às tantas a conversa desenrola e explicam os motivo que os trouxe a Portugal:
É que nós conhecemos bem a zona do Cabo das Tormentas e estávamos curiosos para conhecer o povo que se aventurou a dobrar aquele cabo em caravela...

terça-feira, 29 de julho de 2014

Maria Joaquim




A Maria Joaquim e a mãe, D. Ana Maria, a pintar os compadres na oficina aqui no prédio ao lado, tão giras!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Balanço


Entraram acho que no sábado à tarde e eu estava a ver um vídeo do concerto de abertura.
- Last night concert? perguntaram
- Yes, I could not go, I was still working, so have to see it in video.
A conversa continuou com este casal de estrangeiros e rematei assim:
Parece-me tudo um sonho. Um sonho bom. Os meus filhos vão ter hoje a oportunidade de ver a melhor orquestra de música clássica nacional, conduzida por um maestro de renome mundial.. Em casa. É um sonho.

E acho que isto diz tudo do que foi para mim este primeiro Festival Internacional de Música de Marvão.
Tantas vezes se me encheram os olhos de lágrimas. Tantas. Lágrimas boas, de emoção pura.
A noite morna de verão, no concerto de gala. O céu e as estrelas ali tão perto. A casa cheia, a casa a transbordar de público. A voz da Juliane. O sorriso do Maestro.
O sorriso que o Maestro nunca perdeu. Sempre simpático para toda a gente, sempre disponível. Um sorriso que nos ensina que nos devemos concentrar sempre no que é essencial, no que é realmente importante. Apaixonou-se por Marvão há dois anos atrás e Marvão apaixonou-se por ele e pela sua música. E por amor ofereceu-nos a todos este festival.

No final do concerto de Gala a Diana, o Gonçalo, a Bia e os netos do Peter Eden foram entregar um raminho de alfazema. Neles, estavam todos os meninos de Marvão.Estavam todos os que viveram este sonho.

Tantas vezes me orgulhei de ver tanta gente empenhada para que tudo corresse bem. Agradeço do fundo do coração a quem pedi directamente ajuda, mas muitos mais há. TODOS, "  nenhum de nós é mais forte do que nós todos juntos", disse o Jorge esta manhã por mensagem.

Revejo mentalmente o concerto de encerramento. Os jovens coreanos que alojei aqui na Estalagem e que ora faziam os violinos chorar ora nos arrebatavam com a energia da sua juventude.
E o pôr do sol, o sol a pôr-se, quente e vermelho, visto do albacar. O sol que voltará na manhã seguinte tal como eu desejo tanto que também o Festival regresse para o ano que vem.

Foto do Jorge Rosado