segunda-feira, 21 de julho de 2014

É tão linda a minha terra


Começar o dia fazendo o check out a um casalinho de espanhóis muito novínhos que vieram só para conhecer o Alentejo
Falar de Estremoz e da Mercearia Gadanha, de Vila Viçosa e da estátua do D. João IV.
Falar de Monsaraz e do Alqueva que se vê tão imenso, de Évora e do Jardim Público
Falar de Cuba e da Taberna do Arrufa, do peixinho que se come em Porto Covo e da Ilha do Pessegueiro
Falar das praias Costa Alentejana, as melhores do mundo, e depois inverter para o interior, para Viana do Alentejo, ou Borba, ou Redondo ou Mértola.
 Há tantas amigos, terras mimosas, brancas, limpas. Há campos imensos outrora amarelos que o Alqueva esverdengou. Falar bem de Serpa Terra forte, porque o Alentejo do sul está tudo ali.
Terra alongada, calor, paixão. Aqui pertencemos.

domingo, 20 de julho de 2014

Quando os dias valem a pena

http://quadripolaridades2.blogspot.pt/2014/07/a-sul.html

A Estalagem e a Mercearia de Marvão foram quadripolarizadas ;)

sábado, 19 de julho de 2014

O poder da mini meia

Dia cinzento com chuva e vento e frio
Comento com o merceeiro pelo chat do facebook : hoje não se vai vender nada
Depois chega uma excursão de donas de casa espanholas
Vieram ao engano, coitadas, disseram-lhes que por cá era Verão
Os paraguas foram todos, e a seguir uma caixa completa de mini meias
Meias de mousse parece-me hoje mais doce do que mousse de chocolate.
São dias

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Despedindo-me da mercearia das manas Sobreiro


Não me pude despedir. Os filhos e o trabalho, o só ter sabido dois dias depois. Despeço-me aqui, despeço-me assim, com gratidão pelo que me ensinaram.
Conheci estas manas na volta da Biblioteca Itinerante. Era a primeira paragem da manhã, na Beirã, e com certeza das mais doces. Não tiravam livros, a cunhada D. Alzira sim, elas não, mas davam-me conversa.
Perguntavam sobre os meus meninos, os meu trabalho. Perguntavam sobre o Pedro e a Cristina, meus amigos. Interessavam-se, acarinhavam-me, naquele início de manhã de cada sábado, à porta da sua linda mercearia.
A mercearia delas é a mais bonita de Marvão. Não é a minha, que eu digo muitas vezes ser a mais bonita. É a delas.
Antiga, com um móvel a preceito, com uma parede cheia de cestos, uma pintura estranha na parede, cheia de histórias de quem viu a Beirã no seu auge e no seu declínio. Está dividida, entre a parte da loja e a da taberna. Com uma grande porta para a rua, num prédio antigo, linda de verdade.
Como explicar que um sítio já quase vazio, onde já quase não se vendia, pudesse estar tão cheio de alma, tão cheio de carinho por toda a gente que ali se chegava.
A Dona Maria, uma das manas Sobreiro já cá não está. Fica a mana Cali, na foto com a minha Isabelinha, também já meio ausente pela doença.
Fica a memória de um sítio bonito onde sempre fui recebida com um sorriso, as memórias das festas de anos na casa do Pedro e da Cris, onde sempre me perguntavam pelo meu negócio, genuinamente contentes por eu estar "a ter sorte".
Um dia queremos lá ir, dizia a Dona Maria.
Quando a vida nos obriga a começar de novo, a dar a volta por cima, a escolher novos caminhos, como me aconteceu a mim há três aos atrás, é preciso sorte para nos cruzarmos com bons exemplos, inspirações genuínas, para aprendermos com quem sabe mais que nós.
É isso que eu me sinto neste post de despedida, reconhecida pelo que as manas Sobreiro me ensinaram.
Para ser uma boa merceeira, o mais importante é receber bem, quem entra à nossa porta.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Orgulho em ajudar a fazer acontecer o Festival de Música de Marvão

Orgulho em ver tantos empresários locais a apoiar a iniciativa
Orgulho em ter visto tanta população local na reunião que se seguiu.
Marvão está com o Maestro neste sonho lindo!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Educação concelhia

É algo que já vem de trás. Muito de trás.
O agrupamento de Escolas foi o primeiro passo e a junção de turmas numa só escola é o passo a seguir.
E bairrismos à parte, é o natural. Porque as crianças vão sendo cada vez menos e contra isso nada há a fazer.
Quando na semana passada fui buscar as notas da minha filha reparei nas pautas: na Escola de Sto António há turmas de terceiro ciclo com 6 alunos! E o segundo ciclo pouco diferente está.
E no primeiro há duas turmas que agregam dois anos cada uma.
E assim vamos.
No próximo ano letivo, no Agrupamento de Escolas de Marvão, ocorrerá a transferência da turma do 7º ano de escolaridade, de Santo António das Areias para a Portagem.
Quando a minha filha mais velha entrou na creche, eu em conjunto com outros pais formalizámos a Associação de Pais do Centro Infantil de Santo António das Areias. Depois, e como interessava trabalhar em conjunto e falar a uma só voz, foi criada a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Concelho de Marvão (que agrega representantes dos pais das duas escolas e do centro infantil)
O facto de trabalhar voluntariamente para a Associação de Pais coincide quase com a minha estreia como mãe. Já lá vão quase 7 anos, portanto.
E nesses sete anos já assisti a muita reunião de pais, nas escolas, muitos Conselhos Municipais de Educação. E em MUITOS, MUITOS deles se falava na oportunidade de se aproveitaram os fundos da U.E. para se fazerem obras na Escola da Ammaia, e assim receber muito mais condignamente os alunos que mais tarde ou mais cedo viriam de Santo António. Porque toda a gente sabia, que eles acabariam por vir.
Falava-se de um pavilhão desportivo, uma biblioteca escolar, um laboratório, um novo conjunto de salas de aulas.
Falou-se, falou-se, falou-se, durante anos, e nada se fez.
Com medo de tomar a decisão, com medo das eleições, com medo de parecer mal aos do lado norte do concelho.
E agora os alunos vão começar a ser transferidos.
E não há pavilhão, biblioteca, laboratório, ou novas salas de aula.
E nas reuniões, decerto, vão continuar a discutir a reabilitação dos espaços escolares, a dizer que do Ministério é que têm que vir as decisões, o dinheiro, a acção portanto.
E nas escolas, entretanto, vão diminuindo o número de alunos...