"Mas
no século XXI, ao contrário do que acontecia no pré-pronto-a-vestir, o
que vestimos reflecte aquilo que somos. O que vestimos, o que comemos, o
que compramos. Porque comprar, mesmo que poucas pessoas o façam
pensando nisso, é um acto político. Onde compramos o pão e que pão
compramos, onde compramos uns sapatos e que sapatos compramos? Em quem
decidimos diariamente investir, apostar, seja com
€1 ou €100. Queremos que a padaria de bairro sobreviva, é lá que vamos
comprar o pão. Queremos apoiar os produtores portugueses? É não comprar
sem olhar para a origem dos produtos. Umas calças a €10? Quanta gente
explorada está por trás desse preço? Todos os dias são dia de eleições, o
que há é pouca gente a dar por isso. "
Rosa Pomar
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Ah, é tão caro
De vez em quando, não é todos os dias nem sequer todas as semanas, mas de vez em quando lá surge a frase, qual fatalidade:
- Ah, é tão caro.
Não querendo generalizar, e falando apenas da experiência que tenho nesta loja, quase sempre vem de grupos de senhoras mais velhas que viajam em excursão:
- Ah, isso é caro.
Pois é. E que dizer...se calhar nada, é ouvir e calar.Porque de facto é.
Para dar um exemplo de um pacote de bolachas artesanais, são obviamente mais caras aqui do que num qualquer supermercado (onde nem há bolachas artesanais, por isso é duplamente injusta a comparação)
Porque eu compro pequenas quantidades, não tenho poder para negociar com o produtor por isso mesmo. Pago aquilo que o produtor define como justo.
Fica mal a quem diz. Penso eu. Mesmo que o pense, porque obviamente já me aconteceu também a mim, fica mal essa frase em alto.
Houve uma vez que uma senhora me pediu um desconto na compra de um iman. E eu disse que em um iman era impossível fazer desconto. E comenta ela para a amiga:
- Ah, vejam só, é por causa disto que este país está como está. Preferem não vender do que fazer um desconto...
Um iman! Volto a dizer...
Eh pá, pronto, e ficámos assim, é ouvir e calar porque não há argumentos possíveis.
Fico a pensar para comigo, para apaziguar o incómodo: Eu tenho uma mercearia, não tenho um supermercado. É minha (e do banco vá) e não de um qualquer barão das vendas de retalho, Não sou responsável pela ruína de nenhum produtor, muito pelo contrário. Eu tenho uma loja linda que não é igual em mais lado nenhum. E fica em Marvão e não numa qualquer zona industrial.
Ai, ai...
- Ah, é tão caro.
Não querendo generalizar, e falando apenas da experiência que tenho nesta loja, quase sempre vem de grupos de senhoras mais velhas que viajam em excursão:
- Ah, isso é caro.
Pois é. E que dizer...se calhar nada, é ouvir e calar.Porque de facto é.
Para dar um exemplo de um pacote de bolachas artesanais, são obviamente mais caras aqui do que num qualquer supermercado (onde nem há bolachas artesanais, por isso é duplamente injusta a comparação)
Porque eu compro pequenas quantidades, não tenho poder para negociar com o produtor por isso mesmo. Pago aquilo que o produtor define como justo.
Fica mal a quem diz. Penso eu. Mesmo que o pense, porque obviamente já me aconteceu também a mim, fica mal essa frase em alto.
Houve uma vez que uma senhora me pediu um desconto na compra de um iman. E eu disse que em um iman era impossível fazer desconto. E comenta ela para a amiga:
- Ah, vejam só, é por causa disto que este país está como está. Preferem não vender do que fazer um desconto...
Um iman! Volto a dizer...
Eh pá, pronto, e ficámos assim, é ouvir e calar porque não há argumentos possíveis.
Fico a pensar para comigo, para apaziguar o incómodo: Eu tenho uma mercearia, não tenho um supermercado. É minha (e do banco vá) e não de um qualquer barão das vendas de retalho, Não sou responsável pela ruína de nenhum produtor, muito pelo contrário. Eu tenho uma loja linda que não é igual em mais lado nenhum. E fica em Marvão e não numa qualquer zona industrial.
Ai, ai...
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
A nossa maior batalha
Destaque na rubrica Viva a Vida, do Correio da Manhã, que celebra os nascimentos nos 40 concelhos com menor taxa de natalidade do país
domingo, 12 de janeiro de 2014
Calduço com castanha pilada
Pratos simples, de pessoas simples, que usavam os recursos existentes.
Após a época da castanha verde (a normal, crua ) fica para o resto do ano a castanha pilada, secada tradicionalmente em secadeiros com lume.
Veja-se o processo, descrito aqui no blog da Mercearia, ou aqui
A castanha pilada é difícil de encontrar, não se confunda com a castanha congelada que se encontra nos supermercados, essa é também para fins culinários mas tem outro tratamento.
Esta é muitíssimo saborosa e com gosto peculiar.
A Mercearia de Marvão vende castanha pilada em saquinhos de 200 gr e envia para todo o país.
Como o fruto é seco, fica muito rijo e não dá para todos os dentes. Aqui deixamos uma receita tradicional, simples e saborosa, a lembrar "as papas" de antigamente.
500 g de castanhas piladas;
5 dl de leite;
Açúcar e canela.
Ponha as castanhas piladas de molho, de um dia para o outro. E depois de retirar todas as pelezinhas, que tenham ficado agarradas às castanhas, introduza-as em água e leve-as a cozer. Quando esmagar uma castanha facilmente, com um garfo, escorra a água e volte a introduzir as castanhas na panela. Regue-as com leite quente e deixe cozer, em lume brando até cozerem bem. Esmague algumas castanhas com um garfo e coma o caldudo bem quente polvilhando com açúcar e canela.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Reclamação para a TMN
A vossa falta de cobertura de rede em Marvão vila é vergonhosa, não há qualquer justificação para este facto, dado o número de anos que há serviço de telefone móvel no país, à excepção de esta zona ser pouco povoada e por isso não investirem na qualidade dos vossos serviços. Mas as facturas pagamo-las igual. Se queremos ter chamadas de qualidade temos que por o telefone em rooming. É lamentável...
Ontem esperava uma chamada importante do hospital e estiveram o dia todo a tentar contactar-me sem sucesso. É por isso que decidi que receberão uma reclamação minha todas as semanas.
Se houver marvanenses solidários com esta causa, as reclamações fazem-se aqui:
TMN - APOIO AO CLIENTE
Ontem esperava uma chamada importante do hospital e estiveram o dia todo a tentar contactar-me sem sucesso. É por isso que decidi que receberão uma reclamação minha todas as semanas.
Se houver marvanenses solidários com esta causa, as reclamações fazem-se aqui:
TMN - APOIO AO CLIENTE
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
62 unidades de Património Notável do turismo do distrito de Portalegre (Alto Alentejo)
Não sei quem foram os autores desta lista de "Unidades de património Notável do Distrito de Portalegre" (http://www.portugalnotavel.com/turismo-do-distrito-portalegre-alto-alentejo/), nem os seus objectivos, mas com toda a certeza fiquei desiludida porque Marvão, do total de 62, só teve duas unidades em destaque
-Burgo Fortificado de Marvão (***)
-Cidade Romana de Ammaia (*)
Marvão é tão mais do que isto...
Mas não espanta, não espanta que só aquilo que é monumental e óbvio tenha sido destacado. É que tudo o resto precisa de trabalho, precisa de divulgação e valorização.
Tudo o resto, está por fazer.
Numa terra em que o desenvolvimento possível, tem a meu ver, por base, o património, a cultura e o turismo, está quase tudo por fazer...
Olhem para Elvas, vejam o destaque óbvio que tem nesta listagem. É assim desde sempre? Não me parece. É agora desde a classificação da Unesco. A matéria prima sempre lá esteve, mas foi trabalhada, teve investimento, teve investigação. E agora é do Mundo.
Nós não!
-Burgo Fortificado de Marvão (***)
-Cidade Romana de Ammaia (*)
Marvão é tão mais do que isto...
Mas não espanta, não espanta que só aquilo que é monumental e óbvio tenha sido destacado. É que tudo o resto precisa de trabalho, precisa de divulgação e valorização.
Tudo o resto, está por fazer.
Numa terra em que o desenvolvimento possível, tem a meu ver, por base, o património, a cultura e o turismo, está quase tudo por fazer...
Olhem para Elvas, vejam o destaque óbvio que tem nesta listagem. É assim desde sempre? Não me parece. É agora desde a classificação da Unesco. A matéria prima sempre lá esteve, mas foi trabalhada, teve investimento, teve investigação. E agora é do Mundo.
Nós não!
domingo, 5 de janeiro de 2014
Autarquias "familiarmente responsáveis"
A autarquia de Marvão, sempre que sai bem
posicionada num qualquer ranking, logo disso faz bandeira. É a qualidade
de vida, é o endividamento do município e rebeubeu pardais ao ninho.
Eu acho isso tão bem e tão bonito que desafiava a que fosse distinguida também pelas políticas familiares.
Sabiam que Marvão é dos concelhos do país onde nascem menos crianças?
Sabiam que em Marvão vila nasceram em 2013 dois bebés e que tal não acontecia há cinco anos?
É caso para dizer, um dia só restarão as pedras...
Eu acho isso tão bem e tão bonito que desafiava a que fosse distinguida também pelas políticas familiares.
Sabiam que Marvão é dos concelhos do país onde nascem menos crianças?
Sabiam que em Marvão vila nasceram em 2013 dois bebés e que tal não acontecia há cinco anos?
É caso para dizer, um dia só restarão as pedras...
Famílias numerosas atribuem prémio a 37 autarquias "familiarmente responsáveis"
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