quarta-feira, 18 de abril de 2012

Os Japoneses, esse estranho povo


Chegam quase sempre em excursão. São clientes da Pousada e durante dois dias ficam em tudo o que é canto, a pintar Marvão.
Vêem específicamente para pintar, e Marvão para isso, é um maravilhoso cenário.

São extremamente educados, delicados. Não fazem barulho, pedem licença para tudo, sorriem sempre.
Entram na loja e dizem Konnichiwa (bom dia) e normalmente compram postais.

A excursão que chegou ontem à tarde cumpre todos estes preceitos mas acresce mais um: muitos japoneses vêem de máscara.
Sim, de máscara, aquelas máscaras da gripe A.

E eu penso cá para mim: para quê meu deus? Então esta gente vem de uma terra super industrializada e por isso naturalmente poluída, passaram por um terremoto, tsunami e quase desastre nuclear e acha que vem apanhar doenças a Marvão?

Em Marvão? Marvão do ar puro e limpo? Aiiiiiii eu.....

Uma das "clientes mascaradas" de hoje foi engraçada: Entrou e amiudou tudo, escolheu postais, um caderninho, uma ocarina e depois engraçou com as bolachinhas de Sousel.

Falava super baixinho, num inglês macarrónico.Perguntou sobre as bolachinhas.
E tinha a máscara na cara! Eu percebia lá o que ela queria!
De repente lembrei-me: tradutor google. E lá fui eu...

Querem ver o resultado:

Bolachinhas de Aveia = オートミールクッキー

Venda feita, a japonesa faz uma pequena vénia.
Arigatô digo eu!
Ahhh (de espanto) faz ela

Sim, querida japinha, eu não só não tenho doenças como também sei umas palavrinhas de japonês!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Há hinos que fazem todo o sentido!



NÃO QUERO SER SÓ MAIS UM
QUERO ENCONTRAR O MEU ESPAÇO
O MEU FUTURO
SÓ DEPENDE DAQUILO QUE FAÇO

E CHEGOU A HORA
VAMOS EMBORA
HÁ UM MOMENTO NA VIDA E É AGORA!

NÃO VOU SER PESSIMISTA
EU VOU DIZER QUE SIM
EU VOU FAZER O QUE QUERO
EU ACREDITO EM MIM

NAO VOU OUVIR SOBRE A "CRISE"
NEM DE UM "PAÍS NO ABISMO"
EU VOU SER ALGUÉM
VOU SER MAIS QUE UM ALGARISMO

NÃO VOU SER BOTA-ABAIXO
NÃO VOU FAZER QUEIXINHAS
VOU SORRIR NA RUA
VOU BEIJAR VELHINHAS

NÃO VOU TER PENA DE MIM
VOU APROVEITAR O DIA
NAO VOU TER DUAS MULHERES
PORQUE ISSO É BIGAMIA

EU VOU TER ORGULHO
NESTE MEU PAÍS
EU VOU AJUDAR QUEM PRECISA
EU QUERO É SER FELIZ

EU VOU DAR 100%
NÃO QUERO SER MEIA-MEDIDA
EU VOU SER O EXEMPLO
DE UMA MUDANÇA DE VIDA.

Ontem de manhã


Na última curva antes de chegar a Marvão, via-se lá ao fundo, as neves da Serra da Estrela

segunda-feira, 16 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

Manhã de sol para a Rota do Contrabando


Depois de um dia muito farrusco de chuva e frio, o dia amanheceu bem mais bonito, cheio de sol!
Logo de manhã fui visitada aqui na loja pelo grupo de "senderismo" de Valência de Alcântara. No grupo vinha o dinâmico Juan Carlos Corchero do Ayuntamiento, com quem no passado, tive o prazer de trabalhar. Já vinham com uns bons quilómetros em cima das pernas, passaram as passadeiras do Sever, lá para os lados da Relva da Asseisseira, e destemidos vieram à conquista do Castelo, com regresso pelo mesmo percurso.
O Nuno mandou-me uma mensagem a dizer que nos Galegos estavam imensos carros estacionados, indiciando o sucesso de mais uma Rota do Contrabando, protagonizada e impulsionada por mais um ex colega, o António Garraio.
A Rota do Contrabando é um caso exemplar: Tem um impulsionador da terra, conhecedor do território e das suas histórias, tem um pequeno almoço típico, tem a conversa rica de antigos contrabandistas e no fim um almoço para recuperar forças.
As caminhadas têm imenso sucesso por estas bandas, percursos interessantes, de ar puro e vistas bonitas, não faltam. O GDA, os Bombeiros de Marvão, a Casa do Povo de Sto António ou mesmo o médico local(!!!) entre outros, têm metido imensos marvanenses e visitantes a caminhar, exercitar, conhecer o que é seu!
As vantagens destas iniciativas são imensas: dinamizam e divulgam o nosso património natural, contribuem para o bem estar e saúde dos participantes.
O que falta aqui então: a divulgação e sinalização dos caminhos, a sua fixação em mapas e roteiros, tornando as caminhadas de fim-de-semana num produto/marca da terra.
Se saíria caro? Bolas, claro que não, comparativamente com outros eventos.
Tivessem as autoridades competentes: Câmara Municipal e Parque Natural da Serra de São Mamede, metade do dinamismo dos acima referidos, e a actividade daria o pulo necessário.
Parabéns caminheiros!