Os rebuçados em cartuxo já são um sucesso da Mercearia. Produzidos pela Apisantos, mas com colocação do nosso logotipo, são uma óptima e deliciosa lembrança! Na primeira encomenda tivemos: Mel, Mel e limão, Mel e canela e Eucalipto, mas já encomendámos Funcho, Côco e Mentol.
Ficam tão bonitos nesta caixinha antiga de madeira de ameixas de Elvas, não ficam?
Desde que abriu a Mercearia, houve três ou quatro meios-dias em que me tive que ausentar. Nessas alturas, a Marta fez o favor de tomar conta da loja. É fácil confiar na Marta e sair segura que tudo correrá bem.Como tantos outros jovens de Marvão, chegou a altura da Marta sair desta terra para poder estudar, preparar-se para lutar por um emprego.Desejando-lhe o melhor do mundo, penso cá para comigo: só espero que, quando chegar a altura, a Marta tenha oportunidade de voltar para Marvão, se assim o desejar...
O objecto que toda a Mercearia tem que ter e que desde à dois meses aqui faltava: a balança! Bonita que só ela!Estava prometida faz tempo e lá houve um final de tarde de domingo para ir buscá-la (pois pesa toneladas) à casa do Dr. José Caldeira Martins, a Alpalhão (beijinho também à simpática dona da casa, Teresa Caldeira Martins)
E não é que logo no dia seguinte teve uso? Entrou ao final da tarde o Sr. João Carlos Mena, com um pedido: Catarina, tens aí uma balança onde eu possa pesar este berbequim? Lá em casa não consigo.
- TENHO SIM SENHORA!
O berbequim foi pesado, e até tivemos que recorrer aos pesos antigos, oferecidos pelo Sr. Oliveira (o da máquina registadora).
E a novidade de hoje são: Os cadernos Mercearia de Marvão.
A ideia é muito simples, cadernos de linhas tamanho A5 com capas muito ao nosso estilo: Pinturas,plantas miliares, fotografias antigas e a nossas imagens de marca. A execução ficou a cargo da HSF- Design e Publicidade (para conhecer aqui: http://www.facebook.com/hsf.pub) Para apontar recados, fazer listas, escrever receitas e o mais que a imaginação ditar.
É possível enviar por correio, basta mandar email para mercearia@innmarvao.com que logo enviarei pormenores
Quando criei a conta de Facebook da Mercearia, fiz simultaneamente página pessoal e de negócio. Com os contactos a crescer e as limitações de número de amigos que as páginas pessoas têm, julgo ser melhor concentrar tudo num único "espaço". Por isso, caros amigos, peço que se exportem, quais pastéis de nata para o link abaixo e vemo-nos lá, basta curtir! Mercearia de Marvão no Facebook
Hoje dei por mim a pensar na função que as antigas Mercearias desempenhavam no dia-a-dia das pessoas.
Espaço não só para comprar os bens essenciais, as Mercearias eram um sítio para ir conversar, para saber notícias, para pedir ajuda. Nas comunidades rurais, ainda mais se sentia esta função de espaço público, pois era aí que chegava o correio, se ia ao telefone público ou se comprava o bilhete para a camioneta da carreira.
E dei por mim a recordar os clássicos dos filmes portugueses, que não sendo do meu tempo (ou tão pouco do tempo dos meus pais) continuam, ainda hoje, com graça, com sentido, com magia.
Pensem na Canção de Lisboa, no Pátio das Cantigas, no Pai Tirano. Todos eles têm uma mercearia, uma alfaiataria ou um qualquer outro comércio onde parte da história ganha vida.
Tudo isto para dizer, que hoje, me pediram, ainda que a medo, ainda com vergonha pelo incómodo causado (como se fosse algum...), para transcrever o texto de uma sms para um pedaço de papel.
Porque ainda há quem não saiba ler uma morada...porque haverá sempre alguém a precisar da ajuda de um merceeiro.